
Com a mudança de Call of Duty 4 para o contexto de uma guerra futurista, Medal of Honor: Airborne é o jogo com base na 2ª Guerra Mundial mais aguardado dos últimos tempos. E não nos decepcionou.
Airborne?
Os desenvolvedores estavam cansados da abordagem tradicional quanto à forma de o soldado iniciar a missão. Nos demais jogos da série, o soldado é trazido por um veículo blindado e o jogador assume o controle com o soldado já em solo. Em Medal of Honor: Airborne, o início da fase acontece no interior de um avião e o jogador deve saltar e controlar o pára-quedas para cair no local desejado na fase.
O controle do pára-quedas é tão importante que o jogador deve cumprir um tutorial de vários saltos antes de iniciar a primeira campanha. Em tese, durante a queda, você deve se dirigir para a fumaça verde, o que indica um local seguro e afastado das ameaças inimigas.
Quando o jogador morre, salvo algumas raras exceções, ele deve saltar novamente de pára-quedas. Sempre que um objetivo é cumprido, um save point é efetuado, mesmo assim, saltar novamente de pára-quedas dá a sensação de que você deve cumprir todos os objetivos novamente. Além disso, os inimigos voltam e caso você salte longe da fumaça verde, estará se arriscando demais.
Dificuldade e duração
O jogo possui seis operações que consistem em uma fase cada uma, porém vários objetivos surgem no decorrer da missão. Porém, se você for um jogador mediano e morrer poucas vezes, considerará este jogo extremamente curto.
A questão da dificuldade é sempre um problema de estarmos julgando. Por exemplo, jogadores de PC, mesmo com a qualidade do controle do X360, levam uma considerável vantagem devido à liberdade e precisão do mouse.
Medal of Honor mescla uma IA extremamente eficiente em alguns casos, por exemplo, os inimigos podem se aproveitar de você estar isolado dos seus companheiros e te flanquear com facilidade. Em contrapartida, soldados inimigos às vezes buscam proteção bem ao seu lado, o jogador só tem o trabalho de dar um tiro à queima roupa.
Extras com os saltos
Os saltos de pára-quedas, além de permitir alcançar qualquer ponto da fase, recebem algumas qualificações especiais com base na maneira com que seu soldado alcança o solo.
Granadas e explosões
O efeito das explosões das granadas é um pouco decepcionante, pois apenas gera uma fumaça pobre. Em contrapartida, choque que causa no personagem é excelente, pois varia de uma morte instantânea a uma perda de audição e ofuscamento temporário da visão.
Quando um inimigo arremessa uma granada, se você estiver exatamente sobre o local em que ela cai, surgirá a opção de chutá-la para longe. Algo a considerar em sua estratégia, pois os inimigos podem fazer o mesmo.
Inclinação
O sistema de inclinação foi aprimorado, já é bastante comum nos jogos de FPS o personagem poder se inclinar lateralmente para ter uma boa visão sem expor completamente seu corpo ao inimigo. Mas em Airborne, a sensibilidade e precisão são muito bons, pois é possível mover poucos centímetros em qualquer lado. Além disso, você pode usar o controle e se levantar rapidamente para dar um disparo e voltar a se esconder.
A engine e os gráficos
Airborne utiliza a engine Unreal 3, assim como Bioshock, desta forma, dispensa-se comentar sobre a qualidade gráfica que o jogo proporciona. Assim como a época em que Medal of Honor: Pacific Assault chegou ao mercado, os requisitos para o computador rodar o jogo com boa qualidade são exigentes.
Veredicto
Airborne é um jogo digno da nova geração e agradará os fãs de longa data da série, porém a duração do jogo pode comprometer a diversão pois não tem uma duração que todos esperavam.

Requisitos mínimos
Processador: Pentium IV 2,8 GHz ou Athlon equivalente
RAM: 1,0 GB de memória
Vídeo: 128 MB
Espaço em disco: 9,1 GB livres em disco
Sistema Operacional: Windows XP/Vista
DirectX: v9.0c
Outros: Vista exige 3 ghz de processador. Placas de vídeo gforce 6600 radeon x1300 ou superior (shader 3.0)
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